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💧 Uma Theranos na era da IA
+ Napster no metaverso da música + declínio das fazendas verticais
Bom dia Droppers,
Hoje eu aprendi: que a idade média dos conselheiros da Apple é de 68 anos. Quase metade dos membros tem +70 e o mais novo tem 63. Não é muito melhor com a equipe executiva, onde a idade média gira em torno de 60 anos.
No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
11x: seria a Theranos do SDR?
Napster: venda da marca prepara metaverso musical
Trending: a corrida elétrica entre Tesla e BYD
Plenty: a falência das fazendas verticais

11x seria a Theranos da era da IA?
startup, IA, SDR, fraude e falcatrua

O hype da inteligência artificial ainda está nos seus primórdios, mas tempo não foi um impeditivo para que:
I) novos modelos de linguagem levantassem bilhões — como é o caso da OpenAI e Anthropic.
II) novas aplicações construídas sobre estes modelos batessem recordes de receita em tempo surpreendente — como é o caso da Cursor e ElevenLabs.
III) surgissem novas polêmicas envolvendo startups que dizem ser mais do que são.
É o caso da 11x, um bot de IA que se propõe a fazer o trabalho árduo do time de vendas outbound — encontrar leads, mandar mensagem personalizada e agendar call. O famoso SDR de IA.
Fundada em 2022, a startup chegou aos US$ 10 milhões de receita recorrente anual em apenas dois anos. A partir daí, captou uma rodada série A de US$24mi com a Benchmark e, no mesmo mês, uma série B de US$ 50 mi com a 16z.
Mas por trás da vitrine, os esqueletos no armário começaram a aparecer:
Depoimentos Fakes: a startup estampa logos de empresas famosas no site como se fossem do seu portfólio, porém, várias dizem não terem contrato e nem autorizado o uso da imagem — com algumas recorrendo à justiça.
Receita Fake: a 11x oferece um programa piloto de 12 meses para clientes enterprise. Nos contratos é possível cancelar o uso no terceiro mês, mas apesar de um churn de 70~80%, a receita era reportada por completo.
Produto “Fake until you make it”: clientes entravam na expectativa de substituir o time de outbound inteiro e economizar algumas centenas de milhares por ano. Mas, o resultado não era exatamente este.
Para piorar a situação da 11x, a cultura da empresa parece não agradar os funcionários. Dos 5 primeiros funcionários da empresa que apareciam na foto de divulgação da sua primeira rodada de investimentos, apenas o Founder/CEO continua na operação.
O CEO, claro, já publicou um artigo rebatendo as acusações feitas pelo TechCrunch.
O que rolou mundo afora
BYD: a montadora chinesa de elétricos superou a Tesla em receita e fechou o ano com US$107 bi em vendas – versus US$97,7 bi da concorrente.
Apple: entrou na corrida dos datacenters com o seu primeiro pedido de US$1 bilhão em chips da Nvidia.
FuriosaAI: a startup sul-coreana de chips para inteligência artificial, recusou uma oferta de compra de US$800mi da Meta.
eToro: a plataforma para investidores do varejo comprarem e venderem ações triplicou a receita no ano passado e agora aplica para abrir IPO.
![]() | A corrida elétrica Faturamento: • BYD: US$ 107 bi Ações no ano: • BYD: +49.3% Carros vendidos: • BYD: 1,76 mi Valor de mercado: • BYD: US$157 bi |
Sua próxima festa será no Napsterverso
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Depois da Kodak, da Nokia e da McIntosh, chegou a vez de mais uma empresa ícone da internet dos anos 2000’s ressurgir das cinzas: o Napster acaba de ser comprada por +R$1 bilhão.
O Napster foi lançado na era pré-histórica-Spotify e logo se tornou o principal software de compartilhamento de arquivos peer-to-peer. Em outras palavras não-nerd: era utilizado para baixar ~gratuitamente~ músicas para serem reproduzidas no Winamp ou Media Player.
Com o sucesso também vieram as acusações de pirataria e os processos judiciais. Resultado? A Napster pediu recuperação judicial, vendeu boa parte dos seus ativos, mas não morreu.
Desde 2016, a Napster opera como um streaming de músicas licenciadas, porém, em uma escala significativamente menor que seus concorrentes Spotify e Apple Music.
Por ainda deter os direitos comerciais e licenças das músicas - além do reconhecimento de marca - a empresa se tornou um ativo atraente para a Infinity Reality, uma empresa de realidade aumentada que decidiu pagar US$207 milhões para adquiri-la.
O plano? Criar espaços virtuais 3D que permitam que fãs de música aproveitem shows ou festas no Metaverso e que músicos ou gravadoras vendam produtos físicos e virtuais por ali. Será que pega?
Qual a banda que travou guerra contra o Napster em 2000? |
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O que rolou Brasil adentro
Wellhub: a startup dos planos de bem-estar para colaboradores, compra a principal concorrente europeia, a alemã Urban Sports Club.
Uncover: a martech especializada em marketing mix modeling (MMM), anunciou extensão da rodada seed com a ABSeed, adicionando US$ 12,5 mi.
PitchYes: a startup que usa inteligência artificial com voz para treinar times de vendas, capta rodada de R$ 1,2 mi com a Open Datacenter.
Sustineri Piscisa: a biotech que desenvolve carne de peixe em laboratório, capta R$ 9,39 mi com 520 investidores em rodada de crowdfunding via Eqseed.
Humora: startup de produtos à base de cannabis e fitoterápicos, adquiriu o laboratório californiano Nu Bloom Botanicals por valor não revelado.
Golfsul: a grife de vestuário para golfistas, capta rodada anjo de R$ 700k.
A falência das fazendas verticais
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As fazendas verticais surgiram com uma promessa clara e atraente: aproveitar melhor espaços urbanos, utilizar até 98% menos água e colher 240x mais produtos por m² do que a agricultura convencional.
Mas, o sonho de trazer o rural para o urbano não tem saído como o esperado. As startups que o digam:
Plenty, que levantou US$ 1 bi em venture capital e foi avaliada em US$ 1.9 bi em meados de 2022, acaba de pedir falência.
Bowery, outra AgTech que captou +US$ 700 mi e chegou a ser avaliada em US$ 2 bi em 2021, está fechando as operações.
AeroFarms, que acumulou +US$ 300 mi em investimentos, também pediu falência.
AppHarvest, atingiu o status de unicórnio depois de captar +US$ 700 mi e chegou a abrir IPO, mas viu suas ações derreterem 99.89% e pediu falência.
Kalera, Growing Underground (Reino Unido), OneFarm (Uganda), Smartkas (Holanda), InFarm (Austrália) e outras ao redor do mundo também tiveram um destino parecido.
O que levou as fazendas verticais a este fim estágio?
Os últimos 3 anos têm se mostrado cada vez mais desafiadores para a indústria devido a três principais fatores:
Dependência de capital externo: quando os juros subiram a fonte dos fundos de investimento secou, as startups tiveram dificuldade de se adaptar à realidade.
Modelo de negócio: os investimentos para botar uma fazenda de pé (na vertical) e mantê-la a ponto de se tornar fábrica de alimentos foram altos – o que fez com que as margens tornassem o preço final menos competitivo.
Escalabilidade: diferente de um app mobile ou um SaaS, um prédio ultra-tecnológico de dezenas de andares não tem a mesma escalabilidade.
Antes mesmo de atingir a maioridade, a indústria da agricultura vertical está passando por uma correção. Para que mais fazendas verticais não voltem ao status de ficção científica, de duas uma: ou o segmento acha novos "fertilizantes monetários" ou vai ter que lidar com a estiagem...
Contra dados não há argumentos
Quais linha editorial mais engaja no social das marcas?

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