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💧 Vibe Marketing: IA chegou nos criativos
+o niver de 30 anos do Yahoo!
Bom dia Droppers,
Hoje eu aprendi: que a série mais assistida da Apple TV+, Ruptura, produziu um vídeo de 8 horas no Youtube com uma música temática chamada "Music To Refine To", ou "Música para ouvir enquanto se refina". O vídeo já tem 2 milhões de views. A dica é do Off The Grid, check it out (pelo Kier).
No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:
Vibe Marketing: repensando os times de marketing
Yahoo: está apagando 30 velinhas.
Discord: rumo ao IPO

Vibe marketing e a IA no mundo dos criativos
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A OpenAI quebrou a internet novamente com o lançamento da funcionalidade de geração e edição de imagens do GPT-4o e acabou criando um novo movimento.
Depois do Vibe Coding – com programadores e não-programadores usando IA para gerar códigos –, chegou a hora do Vibe Marketing, com designers e não designers usando IA para gerar criativos.
A mesma facilidade de uso que quebrou a barreira de entrada no desenvolvimento agora chega no departamento de criação e promete mudar o jogo de uma vez por todas.
Conforme analisado por Balaji (ex-CTO da Coinbase), a mudança na indústria do marketing pode ser drástica. Em resumo, a novidade (e também o que vier depois):
Muda os filtros: os filtros de Instagram e TikTok precisavam de código customizado, agora basta usar algumas palavras-chaves e pronto.
Muda os ads: boa parte do fluxo de produção de criativos agora pode ser automatizada.
Muda os memes: a qualidade geral dos memes deve aumentar, dada a redução do esforço para sua criação.
Muda os livros: transformar um livro escrito em um gibi ou revista em quadrinhos com ilustração usando poucas palavras nunca foi tão fácil.
Muda as apresentações: gerar slides para um pitch de venda através de poucas frases está cada vez mais acessível ao usuário comum.
Muda os websites: qualquer pessoa sem conhecimento tecnico pode clonar um website inteiro simplesmente copiando e colando uma URL.
Muda os filmes: o custo de produção é reduzido drasticamente e facilidade de criação é aumentada significativamente, o volume de lançamentos deve aumentar.
Já que qualquer usuário com acesso à tecnologia pode gerar artes de altíssima qualidade utilizando poucas palavras escritas (prompts), a principal limitação não está mais atrelada ao seu conhecimento técnico, mas à capacidade criativa.
Enquanto a web ia à loucura com seu novo brinquedinho e os designers contemplavam o futuro da profissão, a OpenAi confirmou que a sua receita deve triplicar esse ano e chegar em US$ 12,7 bi - o que deve ajudar no fechamento da sua nova rodada de US$ 40 bi com a Softbank, que avalia a empresa em US$ 300 bi.
![]() | Estúdio Ghibli vs OpenAi Menos de 24h após o lançamento do novo gerador de imagens da OpenAI, a internet descobriu um prompt que transformava qualquer imagem em "estilo Ghibli". Foi um viral instantâneo. Sam Altman trocou a foto de perfil. Mas o Estúdio Ghibli não achou graça. A empresa, que nunca autorizou o uso de sua arte para treinar IA, viu décadas de trabalho virarem filtro de graça — e reagiu. O resultado: a OpenAI bloqueou prompts que tentam replicar o estilo do estúdio. |
O que rolou mundo afora
Block: a fintech de Jack Dorsey (founder do Twitter), dona do Cash App e Square, demitiu 931 funcionários, cerca de ~8% da força de trabalho.
Shorts: do Youtube, está mudando as métricas de sucesso dos creators de % de tempo assistido para número de plays – em linha com o IG e TikTok.
Stripe: dobrou seu fluxo de caixa livre no ano passado para US$ 2,2 bi e aumentou as receitas em 28% para US$ 5,1 bi.
Telegram: fechou uma parceria com o chatbot de IA do X e vai disponibilizar o Grok para seus usuários premium.
Google: lançou seu novo modelo de IA, o Gemini 2.5 Pro, que já atingiu o primeiro lugar no ranking entre os demais LLMs.
Grok: a inteligência artificial da X e da xAi se tornou o app mais baixado na AppStore dos Androids.
Futuro Presente da IA, dos dados e da nuvem em um só lugar
Drop by Oracle
O CloudWorld Tour, principal encontro da comunidade Oracle, acabou de passar por terras canarinhas. Foram mais de 3 mil pessoas reunidas para ouvir líderes globais de tech apresentarem as principais inovações em cloud, dados, IA e SaaS.
Quem foi amou, mas quem perdeu não precisa ter FOMO. A Oracle preparou os principais destaques do evento em duas trilhas online para mostrar como as empresas estão se preparando para este novo ciclo tecnológico:
Agentes de IA: o ganho de eficiência em processos através dos agentes está levando empresas early adopters a outro nível de competitividade. Nessa trilha, você vai ver os cases dos SaaS da Oracle e seus agentes nativos.
(Dia 15/04 às 10h, inscreva-se aqui)IA + Multicloud: a estrutura para acelerar a inovação em IA é diferente do ciclo anterior, as demandas mudaram. Boas-vindas à era da multi-cloud.
(Dia 17/04 às 10h, inscreva-se aqui)
🏢 Ah, no evento, a Oracle também anunciou o Innovation Center, seu novo hub de inovação em SP. Caso queira marcar ouvir sobre os temas pessoalmente, marque uma visita aqui!
O aniversário de 30 anos do Yahoo
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Quem reconhece o barulhinho de uma conexão discada certamente sabe que Merthiolate ardia e usou o Yahoo! – que acaba de completar 30 anos. Este foi o primeiro motor de busca a se popularizar na internet mundial e a sua história é repleta de erros e oportunidades perdidas:
1998: Recusou uma oferta para comprar o Google por apenas US$1 milhão (atualmente o ex-rival vale $2 trilhões).
2000: Chegou a um valuation de US$ 100 bi na sua era de ouro e liderança de mercado.
2006: Conseguiu convencer Mark Zuckerberg a vender o Facebook por US$1 bi, mas ao tentar renegociar o valor perdeu o deal. Meta vale hoje US$ 1,5 trilhão.
2009: Perdeu talentos que saíram para fundar empresas como o WhatsApp.
2021: Acabou sendo comprada por uma apenas US$ 5 bi, pela private equity Apollo.
Além disso, coleciona também decisões de aquisição capazes de irritar qualquer acionista. Nessas décadas, a empresa ficou marcada por comprar caro e vender barato ativos promissores como o Flickr, Tumblr, Huffington Post e TechCrunch.
Financeiramente o Yahoo é um caso perdido? O novo CEO Jim Lanzone acredita que não. Convencido de que consegue colocar tudo de volta no prumo, tem tomado decisões estratégicas e mudado as perspectivas de futuro:
Se livrou de unidades deficitárias, como algumas divisões de anúncios com baixo desempenho.
Fez algumas aquisições como o app Wagr, um aplicativo de apostas esportivas, para levar o Yahoo Sports à era das bets.
Contratou executivos renomados, como Ryan Spoon (ex-chefe de digital da ESPN).
Adquiriu o app Artifact, criado pelos cofundadores do Instagram, que hoje é a tecnologia de IA por trás da sua nova homepage.
Fechou acordos com mais de 100 influenciadores para ajudar a crescer audiência e reconhecimento de marca.
A marca pode não ter o mesmo hype de uma Forbes, a relevância de uma CNBC ou a autoridade de uma Reuters... Mesmo assim, segundo a ComScore, o Yahoo está ranqueado em número 1 na categoria de Notícias, número 1 em Finanças, número 3 em Esportes e em segundo lugar na categoria Email, perdendo apenas para o Gmail.
Entre trancos e barrancos e ainda longe de ser visto como rival pelas big techs, o Yahoo aos poucos vai reconquistando seu lugar ao sol. Resta saber se Lanzone e seus executivos vão ter fôlego para chegar lá.
O que rolou Brasil adentro
FinanZero, a fintech que facilita e reduz custos de empréstimos, atinge o breakeven, gera lucro e capta nova rodada de investimento de R$ 4,6 mi.
Mobiis, é a nova logtech resultado da fusão da Fretefy e Pathfind, que já nasce com +R$1,4 bilhão em fretes transacionados em sua plataforma.
Kingdom Auto Finance, a startup brasileira com foco no mercado automotivo dos EUA, capta rodada liderada pela Equity Fund Group de Kepler.
Uber Moto se tornou sensação no Brasil e, mesmo sem operar na capital paulista, já entrou no top 10 global no mundo com +20 mi viagens realizadas.
Digitalks: um dos maiores eventos de educação corporativa do Brasil, ganha dois novos sócios (Next Group e o Equity Fund Group) e coloca R$ 25 mi na conta.
Transferências internacionais para Startups*: a Remessa Online, fintech brasileira, é a parceira ideal das startups que querem captar fundos no exterior. Além de ajudar a navegar melhor a flutuação do câmbio, é uma das menores taxas do mercado e segura para grandes valores. Saiba mais aqui.
*conteúdo de marca parceira
Discord rumo ao IPO
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O Discord já disse um “não” para a Microsoft, recusou levar US$ 12 bilhões para casa e seguiu independente – diferente de seu rival Slack, que aceitou os US$ 28 bi da Salesforce.
Agora, tudo indica que o comunicador favorito do público gamer pode estar em vias de tentar se arriscar nas águas do IPO. Pelo menos os executivos do app já estariam em conversas avançadas com os gigantes Goldman Sachs e JP Morgan para listar suas ações ainda este ano.
Durante os últimos quatro anos, o Discord viu seu número de usuários chegar aos 600 milhões. Mais que isso: viu a receita quadruplicar e chegar aos US$ 600 milhões, principalmente através de:
Subscription: gratuito para usuários comuns, empresas podem assinar um plano e ter acesso a emojis customizados, textos mais longos e mais qualidade de vídeo.
Boosts: usuários podem melhorar as funcionalidades das suas comunidades e monetizá-las com o Discord ficando com uma comissão de 10%.
Games: venda de jogos e o acordo de divisão de receita onde desenvolvedores mantêm 90% e o app 10%.
Merchandise: produtos de marca, incluindo vestuário e acessórios, para promover a identidade e a lealdade das comunidades.
Ads: apesar de se manter livre de anúncios, oferecem o Sponsored Quest, que recompensa os usuários com itens em jogos por completar ações na plataforma.
SDK: permite que jogos integrem o chat do Discord diretamente nas suas interfaces.
O aplicativo se divide em servidores e comunidades e hoje há milhões delas em atividade com a maioria voltada para o público gamer. Porém, as mais populosas são de outras áreas: MidJourney (AI) com 19,9 mi de membros, LimeWire (Torrent) com 2,29 mi e Leonardo (AI) com 1.81 mi.
Com o capital fechado, o Discord já levantou US$ 1,1 bi em venture capital e foi avaliado pela última vez em 2021 – na época, por US$ 14,7 bi.
Contra dados não há argumentos

via DemandSage
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